Fama da alma
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
Ele ensinou-me a não esperar
Ele ensinou-me a amar
mas não esperou por mim
não acreditou, fez-me pensar
Ele fez-me desistir
Ele fez-me odiar
Fez-me crer que era forte
Ele ensinou-me o que é amar
Cada furia que saiu
Tinha a cara dele
cada palavra amarga
tinha o seu adeus
Nunca percebi onde errei
o teu olhar não me ensinou o mau amor
deu-me a escola da amargura
mas a memoria não me tirou
o teu calor
Faz-me sorrir, lembra-me
que não sou um bicho a morrer
que me fizes-te para ser
a rainha do teu pensamento que mais quer crer
Tu não sabes mas eu te descrevo
doi, faz-me viver
tenho saudades do que tive
faz preocuar, faz de mim louca
é por ti que escrevo
Sou algo que mandas embora?
O porque não é certo
mas sabes, o caminho não é a porta
espero eu, quero eu
mas so a ti te importa?
Gostava de poder gritar: não me abandones
Impossivel: Ja conteceu !
Ele ensinou-me a amar
mas não esperou por mim
não acreditou, fez-me pensar
Ele fez-me desistir
Ele fez-me odiar
Fez-me crer que era forte
Ele ensinou-me o que é amar
Cada furia que saiu
Tinha a cara dele
cada palavra amarga
tinha o seu adeus
Nunca percebi onde errei
o teu olhar não me ensinou o mau amor
deu-me a escola da amargura
mas a memoria não me tirou
o teu calor
Faz-me sorrir, lembra-me
que não sou um bicho a morrer
que me fizes-te para ser
a rainha do teu pensamento que mais quer crer
Tu não sabes mas eu te descrevo
doi, faz-me viver
tenho saudades do que tive
faz preocuar, faz de mim louca
é por ti que escrevo
Sou algo que mandas embora?
O porque não é certo
mas sabes, o caminho não é a porta
espero eu, quero eu
mas so a ti te importa?
Gostava de poder gritar: não me abandones
Impossivel: Ja conteceu !
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Bom dia
O amanhã chegou, mesmo sem a
graciosidade esperada, ele chegou.
Podiam não me comer? Preciso dessa
peça, já larguei tantas pelo caminho...
Não sou eu o que carrego, é apenas um
pouco de mim. Já abandonei as camadas como uma cobra, somente me
esqueci do processo seguinte. Assim já dói, assim já tenho a carne
no asfalto!
Apesar das milhares de palavras,
nenhuma serve de consolo. Elas vão me devorar.
Afirmei-me de forte, aliás fui
forte...espera, fiz-me de forte! Estou confusa, deve ser por não me
carregar mais a mim. É como ver um corpo a desvanecer-se, e nada
fazer para parar: Assim parecemos mais fortes!Quando deres por ti,
estás sentado numa rocha a queimar, e com um sorriso no rosto
contemplas um cenário gelado, onde só sabes dizer adeus.
Podemos abandonar o que nunca
construímos?
Dou de caras com um ser apático,
fingido e mal amado. O teu interior nem sempre é bonito não é?
É... realmente nem sem quem é que
carrego, mas não está belo nem gracioso... Se calhar é ânsia do
amanhã!
Vai ser sempre triste dizer adeus ao
hoje. Mesmo que estejamos muito chateados, que tenhamos gritado,
esbracejado e ofendido... vai ser sempre triste. O ultimo bater de
porta, deixa um eco no ar que relembramos a cada segundo, cada
memória vem com ditos cantados, olhares assombradas e almas
desvanecidas pelo cansaço da dor! O hoje podia ter sido diferente.
Eu era diferente hoje, amanhã terei de ser nova, para o novo que me
espera!
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Vida de pescador
Já se consegue estar paralisado no tempo. O tal do "olhar para o vazio", conspirasse que só os pescadores conseguem essa proeza !
O silêncio, talvez a parte mais importante do barulho, talvez a mais angustiante! Ouvires as tuas lágrimas silenciosas a caírem no teu mais profundo e escuro poço emocional...E depois o eco dela, e logo de seguida mais uma e outra e outra... como é interminável a dor!!!
QUERO MORRER!!! As palavras não me assustam, e quando penso na falta de mim, fico triste, mas aliviado. Menos um ser humano sem rumo, menos um ser humano para poder transmitir.
É possível afogarmos o ar?! É possível afogarmos-nos em ar, em ideias, em emoções?
Ninguem quer sair de onde está bem. Ir para casa depois de uma noitada, parar um olhar saboroso, deixar de proferir palavras com sentimento. Eu quero ficar no poço, so a ouvir o choro da alma e a cantar a sua melodia!
Já se consegue estar paralisado no tempo. O tal do "olhar para o vazio", conspirasse que só os pescadores conseguem essa proeza !
O silêncio, talvez a parte mais importante do barulho, talvez a mais angustiante! Ouvires as tuas lágrimas silenciosas a caírem no teu mais profundo e escuro poço emocional...E depois o eco dela, e logo de seguida mais uma e outra e outra... como é interminável a dor!!!
QUERO MORRER!!! As palavras não me assustam, e quando penso na falta de mim, fico triste, mas aliviado. Menos um ser humano sem rumo, menos um ser humano para poder transmitir.
É possível afogarmos o ar?! É possível afogarmos-nos em ar, em ideias, em emoções?
Ninguem quer sair de onde está bem. Ir para casa depois de uma noitada, parar um olhar saboroso, deixar de proferir palavras com sentimento. Eu quero ficar no poço, so a ouvir o choro da alma e a cantar a sua melodia!
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Xadrez
Ciente de uma imagem corrompida.
A concentração do jogador, aquele que tudo sabe ou espera vencer, mesmo fingindo. A forma como agarra cada peça é desmistificante, consegue ser caracterizada como uma decisão de vida: Perder ou Ganhar!
O adversário, o expectante, o louco desvairado que não revela sua emoção, pois também ele é um furtivo. Imagina o deslizar da peça, fecha os olhos e relembra-lhe o som, cheiro do ultimo movimento, poderá ser o momento... a meta ou diversão.
Os batimentos sentem-se para não serem ouvidos, poderiam ser destabilizadores demais, com capacidade de matar, assim eles sobrevivem... como um pensador de guerra de tabuleiro, machucado mas a respirar.
Mas não sou um jogador, sou um observador. Dou voltas a uma mesa... sou um arbitro de bancada, um aspirante...um dia, um mestre... um dia, um viajante emocional, um ditador de uma realidade inexistente, um fantasiador, um servo que xinga mas não baixa a cabeça, um servo de si. Um crente que julga dominar as regras, mas que no fim abandona a sala sem nunca levar troféu.
Nem todos somos vencedores...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Travessa dos Mares
O permanecer é sempre uma incógnita...como tudo o resto!
Deduzo então que passarei parte da minha vida à deriva, já me sinto do alto do caralho a gritar com toda uma delicadeza de uma dama dos anos 30: Capitão leve-me apenas onde ninguém nunca chegou!
Ponderarei nas companhias sentimentais que levarei dentro da pele, na massa encefálica troco fotografias com pernas por mapas de diamantes, nas unhas dos pés um verniz preto, para que as unhas não se destaquem da caminhada que farei. Irei cruzar comigo,muitas vezes, já sei que não são encontros evitáveis, mas espero conhecer pessoas diferentes dentro da mesma.. e isso irá acontecer... até porque sempre achei que as uniões provêem de sintonias que nós deixamos acontecer, que alimentamos... e eu? Adoro dar de comer as minhas feras! Quando o Diabo me dá folga o meu dia fica entediado. Fico imaginando o que sentirá ele quando não dou sinal de vida! Se o mundo é feito de loucos, eu em parte pertenço-lhe, nós pertencemos-lhe.
Então só resta partir correcto?! O mundo já partiu e eu continuo aqui, já o mandei dar voltas e voltas, ele deu e eu fiquei! Partir, exacto!!! Partir-me, colar-me, partir quem está, colar quem queria que estivesse... retocar, restaurar, então o que resta? Partir! O caminho para a luz, nem sempre é iluminado, mas o instinto natural de quem nos acompanha é nos manter a caminhar... E mesmo só com um corpo podes sorrir para uma sombra que te irá acenar...Julgo!
Palavras ao acaso!
Porque o equilíbrio e a paz podem ser miragens ambíguas e traiçoeiras, quer dizer, são uma miragem não é?!
Penso que foi assim que um dia me questionei, é sempre bom fazer trocadilhos com as palavras, parece que o defeito não é da pessoa, mas sim de quem criou uma linguagem traiçoeira, ou seja, de outra pessoa. Mentiras, apenas mentiras!
O cansaço alojou-se como aquele amigo que não temos vontade de receber, mas ele repousa com os pés em cima da mesa da sala, pede uma cerveja e desbobina como um walkman movido eólica-mente ! Paz e equilíbrio se eu confundir com o desmaio da mente, poderei contar a alguém como real?! Ou passarei pela senhora dos pássaros, ou dos gatos? Não interessa... É apenas um corpo mudo, um corpo desligado, um corpo...mais uma metamorfose para termos pena senão chegar ao fim. Mas a paz de mente é "tresloucadamente" algo fora do que falo... essa pondero se não será algo eterno e aborrecido! Talvez!
Temos de evoluir, temos de sorrir, temos de sei la o que... E damos por nós a fazer planos de felicidade com um sorriso puxado a milhões de músculos, damos por nós a ignorar os momentos que realmente o fomos, e sem lógica alguma recriamos o nosso jardim de sonhos, mas esse obriga'nos a sentar para o ver florir... e ai criamos uma realidade, especados a sonhar. Mais uma vez, bloqueados, iludidos, e com sementes a crescer mesmo diante de nós, e o mais importante naquele momento é que não estamos 20 anos à frente!
E vem a chuva e tapa a terra onde semeaste, mas a água espelha'te para que te relembres do que estás a ali a fazer, e tu? e eu? Cobrimos o corpo com o esquecimento, o medo que a água nos lave pode danificar todos os nossos planos baseados em nada... enquanto dos nossos pulmões poderíamos orgulhosamente gritar:
Atravessou dilúvios, sem nunca duvidar que a sua loucura era o caminho!
Penso que foi assim que um dia me questionei, é sempre bom fazer trocadilhos com as palavras, parece que o defeito não é da pessoa, mas sim de quem criou uma linguagem traiçoeira, ou seja, de outra pessoa. Mentiras, apenas mentiras!
O cansaço alojou-se como aquele amigo que não temos vontade de receber, mas ele repousa com os pés em cima da mesa da sala, pede uma cerveja e desbobina como um walkman movido eólica-mente ! Paz e equilíbrio se eu confundir com o desmaio da mente, poderei contar a alguém como real?! Ou passarei pela senhora dos pássaros, ou dos gatos? Não interessa... É apenas um corpo mudo, um corpo desligado, um corpo...mais uma metamorfose para termos pena senão chegar ao fim. Mas a paz de mente é "tresloucadamente" algo fora do que falo... essa pondero se não será algo eterno e aborrecido! Talvez!
Temos de evoluir, temos de sorrir, temos de sei la o que... E damos por nós a fazer planos de felicidade com um sorriso puxado a milhões de músculos, damos por nós a ignorar os momentos que realmente o fomos, e sem lógica alguma recriamos o nosso jardim de sonhos, mas esse obriga'nos a sentar para o ver florir... e ai criamos uma realidade, especados a sonhar. Mais uma vez, bloqueados, iludidos, e com sementes a crescer mesmo diante de nós, e o mais importante naquele momento é que não estamos 20 anos à frente!
E vem a chuva e tapa a terra onde semeaste, mas a água espelha'te para que te relembres do que estás a ali a fazer, e tu? e eu? Cobrimos o corpo com o esquecimento, o medo que a água nos lave pode danificar todos os nossos planos baseados em nada... enquanto dos nossos pulmões poderíamos orgulhosamente gritar:
Atravessou dilúvios, sem nunca duvidar que a sua loucura era o caminho!
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