terça-feira, 22 de maio de 2012
Fugiu
Não passa, e sim sou louco...se isso significar que sou são na minha irrealidade inconsciente e emocional. Quando grito e exprimo que sou tudo o que compreendo sem sentir, quando tudo o que vivo nem tem a nascente, sou apenas uma consciente com coração, algo inútil a um corpo. Apenas, apenas, APENAS!!! Olha, oh afinal não me chama atenção, "apenas" me distrai. Esta íris não me explica, confunde-me, ou indica-me? Tudo, afinal não preciso. Tudo, afinal sabia. Tudo, não queria saber. Tudo, afinal não sabia. O maior deles? O tamanho importa? sim. A forma como conseguimos. Mas não foi o maior... mas foi o final, foi a recordação, alias foi o reavivar, foi o esquecido a flor da pele, ou melhor, não foi!! É ele que manda, é ele que ordena, mas não é ele que faz seguir...porque? Distribuição de forças... injusta! Ou apenas a burrice, sim, quem não é burro?! sem ofensa ao animal, todos temos um "quê" de burro... não que esse se engane a si próprio, falamos de algo que não sabemos, ou que não queremos realizar. Amo odiar... não porque seja bom.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Em busca da definição
Não me recordo de nada. Tudo foi eliminado de uma forma tão pensada e meticulosa, que poderia culpar o mal. Tenho a estranha sensação que não sinto... algo de muito importante desapareceu, as palavras deixaram de ter nexo ou os sentimentos encontraram uma nova realidade. Desconheço por completo o que se passa.
Até o sofrimento, que era tão real, agora faz parte de uma cara que apenas conheço e imito, a alegria é uma ilusão pelo qual respiro.
Quem é o ser no espelho? Deixei de reconhecer as expressões, essas tentam me dizer que algo se passou, mas tenho de descobrir por mim. Já enfrentei, eu sei que sim, senão o que significaria esta falta de tudo? Já me levantei, já fui forte, agora já conheço esta postura de cor, simplesmente tenho de a vestir mesmo quando não quero.
Cada passo dado foi para o abismo, desde quando ele é tão aliciante?
Afinal de olhos fechados, conseguimos ver muito mais. Somos guiados por tudo o que já sabemos, não em mentiras que decidimos acreditar.
A loucura, essa que era sábia agora parece racional demais, banal demais, burra demais... Nem a raiva já tem coragem para assumir o seu tamanho, a coragem, essa, está no seu pico de insanidade, e o medo? Está sempre fechado no seu quarto, não fala para ninguém. E as vozes? quem me lembrou que podia ter vozes dentro da minha cabeça?
Estou a ponderar em aceitar esta situação de corpo, apenas de corpo... se a minha mente o faz, porque é que apenas não convenço o meu coração a ficar estático?! A ter uma morte emocional... a ser espectador do mundo lá fora, esquecendo-se que um dia ele já foi feliz, e que um outro dia já esteve destruído. E não porque amou demais, não, porque se amou de menos.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ele sim, nós somos invisiveis
No dia presente se encontrou um vulto
Caminhava como no dia antecedente
Não saia do mesmo sitio
Não estava imóvel, estava demente
A loucura de um vulto? Improvável.
Insanidade de quem na luz se esconde?
ou de quem na luz não se quer ver?
Loucura de quem vê, mas não sabe onde...
Confusas as ideias de ser real
Reais as ideias da confusão
É possível ser-se de carne e osso
sem nunca se passar na mente da televisão
Aquela que cada um controla
A que se apelida por cérebro
Hoje podes sair a rua garrido
Ninguém te vê
Momento que não celebro
Vontade do próprio ou não
É indescritível ou não dá para saber
Mas em qualquer destes dias
Podes voltar a renascer
Não me apetece trocar de roupa
Gostaria que me tratassem por Indefinido.
Olá, eu sou o Indefinido,
a palavra que falta, o pé descalço, o "chiquefreak", a senhora vagabunda. Melhor, se puderem deixar de olhar agradecia, mas só por momentos, sou melo depressiva e posso vir a sofrer de solidão que desejei.
Deixa lá, tapo e destapo, um dia cai...
Para quando uma soma de sorrisos? para quando uma limpeza de lágrimas?
O tempo é incerto na sua certeza intemporal...
Olá, eu sou o Indefinido,
a palavra que falta, o pé descalço, o "chiquefreak", a senhora vagabunda. Melhor, se puderem deixar de olhar agradecia, mas só por momentos, sou melo depressiva e posso vir a sofrer de solidão que desejei.
Deixa lá, tapo e destapo, um dia cai...
Para quando uma soma de sorrisos? para quando uma limpeza de lágrimas?
O tempo é incerto na sua certeza intemporal...
terça-feira, 17 de abril de 2012
A mentira
É exacta a hora em que morri.
Morrer? Expressão que nem sempre se aproxima da morte...
A culpa do inevitável, das marés que nos seguem, do vazio que nos persegue essas fazem o nosso corpo gelar...
A morte dos vivos é vestida de dor, todo o traje nos reveste da mesma maneira, por maior que seja sua diferença. Apenas muda a nossa forma de esconder.
A duvida do próximo é de solução fácil, a nossa para com o universo faz-nos poderosos, e aquela que nos sufoca?
Se me perder, não me encontrem... estarei chorando, desejando fardos menores com sabedoria intuitiva, talvez até promissora, estarei a sonhar.
O puzzle não tem fim, e nunca irá ter, a memória me atraiçoa ou é a melhor inimiga. Nunca me irá deixar fazer os cantos, quando quero fazer círculos, quando faço círculos.
É por ali que tens de sair, o jardim te espera, esse que ao anoitecer se aviva de sua cicatriz, não por dor, por respostas nunca dadas que jamais terão de vir à tona. Talvez por uma espécie dela.
O puzzle, esse ficará sempre comigo, desejo mudar o que sinto por ele, não o quero incendiar de raiva, não o quero afogar em culpas injustas. Desejaria o meio termo, o sol e a lua. Um quadro com a legenda que nos tira a imaginação.
Julgava que com a idade aprendíamos mais palavras, afinal, apenas significados de difícil compreensão.
O tempo, o tempo, esse que agora se diz amigo e que em tempos me prendeu, me fez não sentir... Minto, não foi o tempo...
Tenho de terminar o puzzle, aquele sem fim...
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