quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ele sim, nós somos invisiveis

No dia presente se encontrou um vulto
Caminhava como no dia antecedente
Não saia do mesmo sitio
Não estava imóvel, estava demente

A loucura de um vulto? Improvável.
Insanidade de quem na luz se esconde?
ou de quem na luz não se quer ver?
Loucura de quem vê, mas não sabe onde...

Confusas as ideias de ser real
Reais as ideias da confusão
É possível ser-se de carne e osso
sem nunca se passar na mente da televisão

Aquela que cada um controla
A que se apelida por cérebro
Hoje podes sair a rua garrido
Ninguém te vê
Momento que não celebro

Vontade do próprio ou não
É indescritível ou não dá para saber
Mas em qualquer destes dias
Podes voltar a renascer

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