A concentração do jogador, aquele que tudo sabe ou espera vencer, mesmo fingindo. A forma como agarra cada peça é desmistificante, consegue ser caracterizada como uma decisão de vida: Perder ou Ganhar!
O adversário, o expectante, o louco desvairado que não revela sua emoção, pois também ele é um furtivo. Imagina o deslizar da peça, fecha os olhos e relembra-lhe o som, cheiro do ultimo movimento, poderá ser o momento... a meta ou diversão.
Os batimentos sentem-se para não serem ouvidos, poderiam ser destabilizadores demais, com capacidade de matar, assim eles sobrevivem... como um pensador de guerra de tabuleiro, machucado mas a respirar.
Mas não sou um jogador, sou um observador. Dou voltas a uma mesa... sou um arbitro de bancada, um aspirante...um dia, um mestre... um dia, um viajante emocional, um ditador de uma realidade inexistente, um fantasiador, um servo que xinga mas não baixa a cabeça, um servo de si. Um crente que julga dominar as regras, mas que no fim abandona a sala sem nunca levar troféu.
Nem todos somos vencedores...