segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Bom dia

O amanhã chegou, mesmo sem a graciosidade esperada, ele chegou.
Podiam não me comer? Preciso dessa peça, já larguei tantas pelo caminho...

Não sou eu o que carrego, é apenas um pouco de mim. Já abandonei as camadas como uma cobra, somente me esqueci do processo seguinte. Assim já dói, assim já tenho a carne no asfalto!
Apesar das milhares de palavras, nenhuma serve de consolo. Elas vão me devorar.
Afirmei-me de forte, aliás fui forte...espera, fiz-me de forte! Estou confusa, deve ser por não me carregar mais a mim. É como ver um corpo a desvanecer-se, e nada fazer para parar: Assim parecemos mais fortes!Quando deres por ti, estás sentado numa rocha a queimar, e com um sorriso no rosto contemplas um cenário gelado, onde só sabes dizer adeus.

Podemos abandonar o que nunca construímos?

Dou de caras com um ser apático, fingido e mal amado. O teu interior nem sempre é bonito não é?
É... realmente nem sem quem é que carrego, mas não está belo nem gracioso... Se calhar é ânsia do amanhã!


Vai ser sempre triste dizer adeus ao hoje. Mesmo que estejamos muito chateados, que tenhamos gritado, esbracejado e ofendido... vai ser sempre triste. O ultimo bater de porta, deixa um eco no ar que relembramos a cada segundo, cada memória vem com ditos cantados, olhares assombradas e almas desvanecidas pelo cansaço da dor! O hoje podia ter sido diferente. Eu era diferente hoje, amanhã terei de ser nova, para o novo que me espera!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Vida de pescador

Já se consegue estar paralisado no tempo. O tal do "olhar para o vazio", conspirasse que só os pescadores conseguem essa proeza ! 

O silêncio, talvez a parte mais importante do barulho, talvez a mais angustiante! Ouvires as tuas lágrimas silenciosas a caírem no teu mais profundo e escuro poço emocional...E depois o eco dela, e logo de seguida mais uma e outra e outra... como é interminável a dor!!!
QUERO MORRER!!! As palavras não me assustam, e quando penso na falta de mim, fico triste, mas aliviado. Menos um ser humano sem rumo, menos um ser humano para poder transmitir. 
É possível afogarmos o ar?! É possível afogarmos-nos em ar, em ideias, em emoções? 

Ninguem quer sair de onde está bem. Ir para casa depois de uma noitada, parar um olhar saboroso, deixar de proferir palavras com sentimento. Eu quero ficar no poço, so a ouvir o choro da alma e a cantar a sua melodia!