O piscar pesa uma tonelada que vou aprendendo a elevar, simulo um sorriso, que com o tempo espero que se torne real. Já estive em jornadas mais apetitosas, menos dolorosas, mais sãs. Reflito e chego a conclusao que penso demais, sinto demais, não sei se ambiciono o control ou o autocontrol. Eu que sempre pensei que o dominio tira a espontaneadade da vida. Mas eu quem? A de ontem ou a de hoje? A que errou ou a que erra?
Num olhar distante consigo alcançar tudo, penso, porque quando volto percebo que a imaginação nos viaja com um balanço atormentador. Se o meu caminho é incompreendido por mim, será que é a forma de compreensão que deliniei na minha cabeça? Começam as perguntas sem fim, as respostas duvidosas, com a única certeza de querer tudo o que não tenho. Se vale a pena?? Talvez, mas so por momentos. Momentos que tenho a necessidade de alcançar, de ter! O ser realmente consegue ser estranho… depende da felicidade para sorrir, e luta por um ou dois sorrisos sinceros durante toda a sua vida. O que é que leva ao desejo de viajar, de conhecer? A necessidade e encontrar o tal sitio, a tal pessoa?
O amor em varias formas, a mais comum em coração, a dolorosa em lagrima, a mais bonita apenas em sentimento. A vunerabilidade das coisas assusta-me, aterroriza-me, o simples facto de um silêncio não falar remoi-me por dentro.
O mar não me acalma, agita-me, simplesmente não tenho a “caixinha do nada”! Começam as teorias de que a cabeça é alimentada pelo dia, pois á noite dormimos, e quando carregamos demais, ate a escuridão nos persegue. A minha tem me feito partidas, os sonhos são bons, quase tao bons que me apetece criar a identidade da sonhadora. É possivel que massacre tanto que eu propria encontrei uma fuga de mim????
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